sábado, 29 de março de 2008

BSO de hoje

O Jogo by Tiago Bettencourt
"Acho que é difícil para certas pessoas que estão habituadas às coisas como estão, mesmo que estejam mal, mudarem. E desistem. Quando o fazem todos perdem."

no filme Pay it Forward


"Sou aquilo que tu quiseres que eu seja."

Tentador.
Palavras, conjuntos de letras conjugadas de modo a fazerem sentido. Para mim continuam sem sentido mas não lhes sou indiferente, não consigo. Venham elas do Pólo Norte ou do interior da minha cabeça.
Acordei passado umas horas a pensar no sonho estranho que tive, mas espera, foi tão real, diferente, contudo, sim, deve ter sido mais um dos sonhos meus... Ao verificar os contactos do messenger vejo que o e-mail continua lá. Ups, afinal aconteceu mesmo. Juro que duvidei.
Acho que falei demais. Novamente as palavras. Mas na altura pediram-me para ser ditas e eu deixei.
O e-mail continua de facto aqui, o que não invalida que seja mais um dos meus sonhos. A diferença é que o tive de olhos abertos e gostei.

sexta-feira, 28 de março de 2008

"Sabes o que é a música? É a pequena lembrança de Deus de que há algo mais para além de nós no universo. Uma ligação harmónica entre todos os seres vivos, por todo o lado,até nas estrelas."

no filme August Rush

quarta-feira, 26 de março de 2008

Acabei de descobrir uma letra fabulosa do Jorge Palma que desconhecia por completo! O tema chama-se Passos em Volta e pertence ao álbum Bairro do Amor.
Um dia destes o meu despertar vai ser assim!

Quando o sol chegou aos subúrbios da cidade
Anunciando mais um dia igual aos outros
Ele acordou e pressentiu
Que hoje o seu dia ia ser diferente
Sentiu nos lábios o sabor
Dum sorriso finalmente triunfante
Escorregou da cama
E contemplou o espelho sorridente

Acabou-se a incerteza dos seus passos em volta
De um sentido que ele nunca encontrou
Pela primeira vez tinha o destino nas mãos
Desta vez ele não duvidou

Sentiu-se invadir por uma estranha lucidez
Que o conduzia pelas calhas do passado
Serenamente descobriu
Que afinal tudo tinha o seu sentido
Levou o olhar á janela
Lá em baixo a rua estava abandonada
Levantou o fecho
E de repente alcançou a liberdade

Acabou-se a angústia dos seus passos em volta
Dum amor com que ele apenas sonhou
Pela primeira vez tinha o futuro nas mãos
Abriu a janela e voou.

terça-feira, 25 de março de 2008

BSO de hoje

Mon Essentiel by Emmanuel Moire



Algum voluntário para me cantar isto ao ouvido? :)
Tirando a grande, enorme interpretação de Javier Bardem e alguns momentos de suspense alimentados invariavelmente pela presença de Javier Bardem, No Country for Old Men é pobre.
Que final foi aquele?! Não percebi. Não percebi mesmo.
Nem o final nem o sentido do filme no seu todo.

segunda-feira, 24 de março de 2008

No Country for Old Men

A personificação do olhar matador, no real sentido da palavra.


Que personagem arrepiante!!! Brrrrr


domingo, 23 de março de 2008

O Sapo tem neste momento em destaque a notícia onde é dito que 'Três portugueses enganados por um patrão holandês estão neste país sem casa, comida nem dinheiro e acusam o Consulado de Portugal em Roterdão de os maltratar e deixá-los ao abandono.
"O senhor Moreira, do Consulado, telefonou-nos e disse-nos que não tinha nada a ver com a nossa situação. Deu-nos uma morada e disse-nos para, se quiséssemos, irmos para lá. Pensávamos que era uma pensão, ou isso, mas quando lá chegámos vimos que era um centro para sem-abrigos, cheio de colchões no chão. Recusámo-nos a ficar lá".'


Quer dizer, não têm casa, comida ou dinheiro e acham-se em posição de recusar esta ajuda? Quanta presunção! Quanto a mim, isto descredibiliza o desespero que possam estar a viver.
No dicionário o termo sem-abrigo está definido como "adj. e s. m., sem casa; desalojado;", assim o encaminhamento para um centro para sem-abrigos parece-me lógico, pois dadas as suas condições actuais é o que são!
É óbvio que o Consulado português deve prestar o apoio devido mas também emigrar à maluca, sem dinheiro nem para uma passagem de volta, é pôr-se a jeito para que ocorram situações destas.
De vez em quando fica bem sermos humildes e assumirmos a (ir)responsabilidade e as consequências dos nossos actos.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Surgiu uma luzinha no escuro. =)
Densenvolvimentos nos próximos dias. É esperar...

terça-feira, 18 de março de 2008

BSO de hoje

Time of Your Life by Greenday

segunda-feira, 17 de março de 2008

Into the Wild

"A felicidade só é verdadeira quando partilhada."

É frequente revoltarmo-nos com a sociedade, por não nos identificarmos com os valores que a movem (dinheiro, poder, hipocrisia...), queremos fugir ou pelo menos esconder-nos, isolarmo-nos na nossa casca, tapando os ouvidos aos ruídos que o exterior nos lança e viver à nossa maneira, segundo as regras da nossa vontade.
Porém, tal não é possível, mais concretamente viavél, agindo deste modo não se consegue ter uma sobrevivência equilibrada e saudável. Vão-se abrindo fendas na consistência humana até que culminam na ruptura total.
"Nenhum homem é uma ilha."
Por mais que os outros nos desiludam, nos mintam, nos magoem, não podemos pura e simplesmente virar as costas e partir. Necessitamos de viver em sociedade, de interagir, de contacto humano, de afectividade... De ter alguém que nos oiça, a quem possamos dizer "estou triste", "estou feliz". Não é verdade que quando nos acontece algo bom corremos a contá-lo a alguém? Esse gesto faz parte de nós. A felicidade não foi feita para ser vivida a solo, ser feliz nunca poderá ser um acto egocêntrico.
Esta civilização não é a ideal mas é a que temos e na qual necessitamos de aprender a viver. Há momentos que requerem um afastamento e tem que ser feito, mas no final tornamos a voltar-nos para o outro.
O selvagem em nós será aquele carisma individual que nos diferencia a cada um, e que não desaparece por vivermos em sociedade.

sábado, 15 de março de 2008

Esta noite

BSO de hoje

Enquanto Britney Spears anda de cabeça perdida e não há meio de a encontrar, há quem pegue nas suas músicas e lhes dê outro brilho. Travis já fez o mesmo com Baby One More Time. Esta é interpretada pela banda de Glen Hansard, a mesma voz de Falling Slowly.

Everytime by The Frames

sexta-feira, 14 de março de 2008

Esta insatisfação

ESTOU ALÉM

Não consigo dominar

Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P'ra não chegar tarde

Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar
A quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só:
Quero quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

Vou continuar a procurar
O meu mundo
O meu lugar
Porque até aqui eu só:
Estou bem aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só quero estar
Aonde não estou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

António Variações

Se tivesse que anexar um poema ao meu estado de espírito de hoje (e de sempre talvez) provavelmente seria este, da conhecida canção de Variações.
Diz tudo. A insatisfação constante. O desejar o que não tenho e quem não tenho nem conheço. O querer estar onde não estou. E a vontade intrínseca de continuar a procurar o meu mundo ou o meu espaço no mundo.
Na realidade, são estas pequenas buscas interiores que me empurram para a frente.
Hoje li uma frase que era mais ou menos isto "Os finais felizes não apagam as nódoas negras do trajecto.", de Júlio Machado Vaz. Sofrer é indissociável de viver, são verbos que se conjugam juntos. É acreditar num possível final feliz que me dá força para acomodar e ir sarando as nódoas negras do meu percurso.

Canal Nostalgia

Adorava estes desenhos animados. Foram sem dúvida dos meus preferidos. Lembro-me de mim pequenita a chorar quando a mãe do Babar morreu. Uma ternura.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Todos os anos quando são anunciados os vencedores do Festival da Canção, eu penso que aquela foi a última vez que perdi tempo a assistir a uma edição. Mas nunca se cumpre, o esquecimento é fortalecido com o passar dos meses, e quando dou por mim já estou em frente à Tv de novo. No fundo espero ser surpreendida, e isso sou sempre, sobretudo no mau sentido.
Letras fraquinhas, sem ponta por onde se lhe pegue, músicas que são mais do mesmo. Não ficam no ouvido. São lançadas ali e no último acorde morrem. Ninguém mais se lembra que um dia as ouviu. Recordo músicas como a Desfolhada da Simone de Oliveira, o Playback do Carlos Paião, a Tourada de Fernando Tordo e outras tantas, com letras e músicas poderosas, marcaram uma época, ainda hoje são evocadas. Em tempos de ditadura produziram-se canções mais criativas e originais que actualmente. Será que já não existem grandes compositores no nosso país?
Como dizia hoje o Nuno Markl, será preciso que se cante sempre o mar ou louve Portugal? Noutros casos, canta-se a amizade, a paz, o amor... Mas de uma forma tão pirosa e plastificada que é de dar dó.
Será que não é possivel fazer canções despretenciosas e descontraídas, que pelo menos nos divirtam? Sair daquela forma das músicas de festival "à la Celine Dion" e de feições épicas, como se estivessem estivessem a dar a vida pela pátria?

Estas eram as minhas duas favoritas:

Soa intensamente a Maroon 5! Letra muito original e a voz do Ricardo assenta-lhe como uma luva.


Surpresa boa da noite! Divertida, ritmo viciante e enorme irreverência. E o refrão não fica no ouvido? Ando a trautear isto desde ontem.



Esta foi... Bom, oiçam. Arrecadou o segundo lugar. Fazendo uso do nome da canção, deveria ser Obrigatório Ter consciência musical antes de pegar no telefone e votar em alguém.

"Love is passion, obsession, someone you can't live without. If you don't start with that, what are you going to end up with? Fall head over heels. I say find someone you can love like crazy and who'll love you the same way back. And how do you find him? Forget your head and listen to your heart. I'm not hearing any heart. Run the risk, if you get hurt, you'll come back. Because, the truth is there is no sense living your life without this. To make the journey and not fall deeply in love - well, you haven't lived a life at all. You have to try. Because if you haven't tried, you haven't lived."

William Parrich (Anthony Hopkins) no filme Meet Joe Black


domingo, 9 de março de 2008

Uma chávena de café
+
Um sofá
+
Um cobertor
+
Uma boa série a rodar no dvd
=
Mais uma das minhas tardes de domingo perfeitas.

sábado, 8 de março de 2008

Ontem o meu amor maior escreveu-me isto e o resto do dia tornou-se insignificante.

Amizade
Não é receber, é dar
Não é magoar, é incentivar
Não é descrer, é crer
Não é criticar, é apoiar
Não é ofender, é compreender
Não é humilhar, é defender
Não é julgar, é aceitar
Não é esquecer, é perdoar
Amizade…
É simplesmente AMAR!


Não sei se te lembras disto “princesa” eheh, mas sim é para ti! Desculpa se não me tens reconhecido ultimamente como a pessoa que sempre fui.
Como tu dizias “os dias até podem parecer iguais e a vida sem interesse, mas há uma manhã em que acordas e percebes que tudo mudou, que já tens razões para sorrir mais… E assim, de repente vais perceber que já és feliz e vais viver cada momento intensamente”
Eu já sou feliz e aproveito intensamente todos os momentos com os bons amigos. Sou feliz porque te tenho, e a nossa amizade é verdadeira, não damos à espera de algo em troca, apenas temos respeito, verdade, compreensão. My best friend, my sister, sorry por alguma coisita, já sabes como é que é!

“Quando amanhã tiveres um momento difícil eu irei ajudar-te a levantar!”
E o que é melhor para levantar?! Party!!! :-p

sexta-feira, 7 de março de 2008

Percebemos que chegou a hora do Noddy e do Ruca se reformarem quando no pavilhão da ExpoCriança a música que passa é Mister Gay.

...

...

...

Quem é que fez aquela playlist???

quinta-feira, 6 de março de 2008

Excerto de um artigo da revista Sábado desta semana acerca da intervenção da ASAE.


"Durante uma operação, numa padaria a norte de Lisboa, abriu a porta de um forno e viu saltar um rato lá de dentro. O susto foi tão grande que o homem caiu ao chão. Desorientado, pegou num pau e tentou matar o animal. 'Esse não consegue apanhar', disse o padeiro com ar de quem conhecia o rato há algum tempo. 'Os outros ainda vamos conseguindo, mas esse nem às ratoeiras vai.'"

Primeiro pensamento ao ler isto: "Olha o Ratatouille tuga!"

Portugal pode estar atrasado em muitos aspectos, mas na javardice está ao nível de Hollywood! Ah pois é, nisto ninguém fala! LOL =D

terça-feira, 4 de março de 2008

Margarida Rebelo Pinto não é uma escritora que admire, nem os seus livros me suscitam curiosidade quando entro numa livraria mas considero que este excerto que encontrei está muito bem conseguido. Ora leiam.

"Se está à espera do Dia dos Namorados para arranjar um, não fique sentada. Faça como uma amiga minha que cada vez que sai do carro, vira o retrovisor para o lado do condutor, retoca o batom e diz com uma convicção demolidora o Príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo.
É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que por acaso é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por enquanto. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco.
Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d'Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta.
Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos.
O Príncipe que sabe o que quer não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes. Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos?
É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."

i
n Vou Contar-te um Segredo
Não sei se estou a avançar ou se simplesmente estagnei. Os dias sucedem-se, hoje igual a ontem, amanhã igual a hoje. Já não existem dvds ou livros que abafem o tempo livre. É a espera que desespera. E aquele e-mail, carta ou telefonema desejados que não chegam até mim. Bem sei que passou pouco tempo, e que para quem procura emprego é um grão de areia, mas o cansaço já se começa a instalar nas expectativas. Só anseio que se abra uma porta, ou pelo menos uma janela, e que possa transpô-la e conhecer o outro lado. Muitos planos, muitos projectos de vida estão dependentes de uma resposta positiva.
As palavras-chave nesta altura são paciência e persistência.

domingo, 2 de março de 2008

BSO de hoje

Estou apaixonada por esta canção. =) De novo, Jack Johnson.

Angel by Jack Johnson

sábado, 1 de março de 2008

BSO de hoje

Flake by Jack Johnson

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Little Children

Acabei ontem de ler Little Children, em português Pecados Íntimos, de Tom Perrotta. ADOREI o livro. Uma escrita muito fluída, viciante, apimentada com humor, onde nem se dá pelo tempo passar.
Basicamente conta a história de Sarah, uma feminista, bissexual, não muito atraente, que quase sem saber como dá por si passados alguns anos a viver nos subúrbios de uma pequena cidade, casada e com uma filha de 3 anos, a levar uma vida de doméstica e cujo ponto alto do seu dia se resume a um passeio até ao parque infantil, onde se encontra com outras mães de personalidades que nada têm a ver consigo. Até à altura em que chega o "Rei do Baile".
Todd é um homem de 31 anos, atléctico, bem parecido, casado com uma jovem e bela realizadora, com um filho pequeno. Estudou Direito mas já por duas vezes não conseguiu passar no exame da Ordem, que lhe permitirá exercer. Naquele momento prepara-se para a terceira e que definiu como última tentativa, entretanto optou por ficar em casa e dedicar-se a cuidar do filho.
Pelo meio, surge um exibicionista e suspeito de homicidio, acabado de sair da prisão, que se mudou para a vizinhança para viver com a mãe idosa, e que o ex-policia Larry se encarrega de fazer tudo para o expulsar do bairro.
O final foi o que menos gostei no livro, já que se optou por dar o destino politicamente e socialmente correcto às personagens principais. Contrariando a expectativa que fui criando ao longo da narrativa e mesmo o que o autor foi indiciando que seria o desfecho. É caso para dizer que foi um final surpreendente.
Este livro foi passado a filme em 2006, pela mão de Todd Field, e pelo que me é dado a perceber manteve-se bastante fiel ao livro. Mais um filme que quero muito ver.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Muito mais que uma vida normal. Uma vida extraordinária.


"O dia-a-dia é como se fosse um grande papel da vida."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A retaliação disto. Ahahahahah


GRANDE FILHO DA P***!!!

Quando há uns dias escrevia este post mal sabia eu que a verdade viria à tona tão cedo! A pessoa que mencionei ficou a saber que afinal tem andado a sair com um homem comprometido há anos com outra (quando afirmava estar sozinho há bastante tempo), com perspectivas de casamento para breve, casa em comum... E a melhor parte: ficou a sabê-lo pela outra! A quem ele confessou tudo. Que como mulher "inteligente" que deve ser aceita as escapadelas do namorado, admite que foi ele quem enganou as duas e ainda garante que vai continuar com ele. Há coisas que me transcendem.
Chego a ter pena da moça, prevê-se que futuro conjugal vá ter...
Quanto ao gajo, não vale o chão que pisa. Lixo. Nunca me inspirou confiança, pelos vistos infelizmente a minha intuição estava certa. Que raiva. Espero não ter o desprazer de me voltar a cruzar com ele durante esta e as próximas encarnações!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

BSO de hoje

Vencedora do Oscár de Melhor Canção, 2008.

Falling Slowly by Glen Hansard e Marketa Irglova, da banda sonora de Once.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Chamem-me o que quiserem mas ainda acredito que existe o tal, a cara metade, pronto, vá lá, confesso, o príncipe encantado. Cresci rodeada de filmes, livros... que me incutiram essa premissa. Desde que me lembro que sou romântica. Tremendamente.
Por isso não me imagino numa relação sem amor, sem magia, sem olhares que falam, sem palavras que beijam, sem um coração a bater desenfreadamente na presença do outro, sem a ânsia de um toque, sem aquele sentimento que dói de tão intenso, sem, sem, sem...
Recuso-me a entrar num relacionamento que não me faça sentir assim. Não quero com isto dizer que seja eterno, mas que enquanto dure seja incondicional. Até posso vir a cair, enganar-me e sofrer, mas naquela altura vou acreditar que estou a viver algo real e palpável.
Se sou exigente? Muito. Se for para me sentir incompleta e infeliz, prefiro definitivamente estar como estou, sozinha e comigo própria por companhia. Companhia essa que muito prezo.
As relações que me rodeiam são na generalidade vazias de sentimento, pautadas pela acomodação, pessoas que estão sozinhas há muito tempo e que por isso se agarram à primeira oportunidade que lhes aparece, seja ela como for, com medo que não surja outra. Entregam-se, dão tudo, mesmo sabendo que aquela pessoa está a anos luz do que elas merecem na realidade. E não conhecem o verdadeiro amor. Vão remendando os vazios sentimentais com linhas falsas e sombrias.
É muito frustrante e revoltante quando alguém que gostamos entra neste ciclo vicioso, por maiores que sejam as evidências do caminho sinuoso por onde se dirige.
Se algum dia me virem sequer a pôr a hipôtese de abrir mão dos meus principios e ideais e enveredar por esta via estão autorizados a bater-me e trancar-me numa cave escura até que tire essa ideia da cabeça!!!

Sweeney Todd

Negro. Sinistro. Envolvente. Lindo na sua obscuridade.
E um Johnny Deep que agora até canta e bem!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

BSO de hoje

Terra dos Sonhos by Jorge Palma

Faltam-me as palavras.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Por mais que façamos ou por mais além que cheguemos, há sempre quem nos veja como lixo.
À minha frente dois caminhos: partir ou a infelicidade.
Não pertenço aqui. É urgente ir à procura da minha tribo.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Sic exibiu esta noite a reportagem "Um Nó na Alma", sobre o quotidiano no Colégio Militar. Não me vou alongar sobre o tema, acho que para quem assistiu ficou bastante claro o tipo de práticas ali exercidas.
Quando se questionarem quanto ao que se passa dentro das residências que acolhem crianças de risco provenientes na generalidade de familias desfavorecidas, não se esqueçam de questionar também o que ocorre dentro destes tipos de estabelecimento que acolhem os filhos das elites.
Não serão estas também crianças de risco? Não sofrerão violência? Não serão estes pais negligentes?
Deixo-vos com alguns excertos da Declaração dos Direitos da Criança.

"PRINCÍPIO 2º
A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança."


"PRINCÍPIO 6º
Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas."


"PRINCÍPIO 7º
A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.
Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.
Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.
A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito."


"PRINCÍPIO 10º
A criança gozará proteção contra actos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes."

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Girl Power

"Após tantos homens olharem para o meu peito ao invés dos olhos, e me beliscarem o rabo no lugar de me darem a mão, agora tenho o direito divino de olhar para o rabo de um homem com pensamentos vulgares e baratos, sempre que eu quiser."

Fala do filme P.S., I Love You, em exibição.

BSO de hoje

Não encontro expressão mais adequada para esta ocasião que aquela que a léndia viva Marco Paulo imortalizou:

"Eu tenho dois amores
Que em nada são iguais
Mas não tenho a certeza
De qual eu gosto mais."

Read my Mind by The Killers


Ou

Read my Mind, versão de David Fonseca

Bruxos


Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia

Amendoeira, Van Gogh

sábado, 16 de fevereiro de 2008

BSO de hoje

Na noite, há uma canção que se destaca no meio dos ruídos que o autorádio vai despejando.
Foi amor à primeira vista. É portuguesa. Não é à toa que anda a fazer as primeiras partes dos concertos do David Fonseca.

Dream on Girl by Rita Redshoes

Fui

uma estranha numa terra estranha.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Está tudo bem. Estás bem. Porém, continuo a ter medo e a ter pesadelos com isto. Na raiz da incerteza o medo de te perder mas o que mais me inquieta é pensar que podes magoar-te, que te podem partir o coração em mil estilhaços e, mesmo que os colemos um por um, ele nunca mais adquirir a forma original e perder o dom de sonhar.
É impossível adivinharmos o que vai na cabeça de cada um, se aquela pessoa vale a pena que se invista nela ou se não é mais que uma pedra no sapato... Todos merecem o benefício da dúvida. É verdade. Vive, pondera e arrisca se achares que é esse o caminho. Escuta o teu coração mas não renegues o que a cabeça te ensina. Não aceites menos do que aquilo a que tens direito. Não te conformes com nada pela metade. A realização alcança-se com a plenitude.
Só quero que sejas feliz.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

E na fracção de tempo entre abrir uma sms e lê-la passei a sentir-me a pessoa mais egoista do mundo...

BSO de hoje

Numa das minhas divagações pelo YouTube, fui encontrar esta banda. Que descoberta!

Lover I Don't Have to Love by Bright Eyes

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Oficialmente licenciada e já a fazer parte das estatísticas do desemprego.

Que comece a aventura...

domingo, 10 de fevereiro de 2008

The Piano

Do filme The Piano destaco o tema The Heart Asks the Pleasure First do compositor Michael Nyman. O filme em si não me prendeu. Achei-o chato e arrastado. Contudo, é de realçar a qualidade da banda sonora.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

BSO de hoje

Esta música acompanha-me desde tenra idade. Os anos passam e a letra mantêm-se extremamente actual e verdadeira. Insconcientemente, a frase "Não se ama alguém que não ouve a mesma canção.", acabou por se tornar uma máxima. Talvez por ter dificuldade em levar a sério a teoria de que os opostos de atraem. Os pontos em comum e a partilha de interesses sempre me pareceram vias mais sólidas de chegar ao amor.

A Paixão by Rui Veloso

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Hoje, depois de conhecer este blog, fiquei com vontade de sair por aí a fotografar. Acho que vou começar a alinhar nos desafios da Catarina.


A confirmar-se o cartaz anunciado pela Blitz, Coldplay no Rock in Rio, dia 1 de Junho, é muito aliciante!!!!! A ver vamos as voltas que a minha vida dá até lá... Era a concretização de um sonho!
Ora imaginem lá este som ali no Parque da Belavista. =) Arrepio!

Yellow by Coldplay

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Segundo esta notícia, "Entre as categorias profissionais que registam maior percentagem de episódios de depressão, entre trabalhadores a tempo inteiro, os mais afectados são o pessoal auxiliar de creches ou lares, trabalhadores no sector da restauração e os de acção social.
Para o psicólogo José Morgado, confrontado com os resultados do Departamento de Uso de Substâncias e Serviços de Saúde Mental do Gabinete de Estudos Aplicados dos EUA, existe algo em todas estas categorias profissionais que justifica a taxa de depressão. 'Estamos a falar de profissões sociais, onde o contacto com o outro é um factor comum. Nestas, existe um dado que agrava e potencia situações de maior desequilíbrio, que é o contacto com o sofrimento do outro, como acontece aos profissionais de saúde, assistentes sociais ou a quem faz trabalho comunitário', explica o professor do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), para quem este contacto com o sofrimento do outro 'acaba por produzir um efeito de contágio de mal-estar'.
Teresa de Oliveira, também docente no ISPA, considera que 'são profissões onde o trabalhador tem de expressar emoções, de preferência positivas, na sua interacção com o cliente'. 'Muitas vezes são obrigadas a expressar emoções positivas, porque faz parte das suas funções, quando, no seu íntimo, sentem exactamente o oposto. A isso chama-se dissonância emocional', esclarece."
Agradeço este esforço do Correio da Manhã para me motivar. A sério, veio em boa hora.
Ainda nem comecei a trabalhar e já fiquei a saber que tenho uma profissão que está no Top 10 das Profissões mais Deprimentes! Yeahhhh

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Sarah Silverman "I'm F**king Matt Damon" on Jimmy Kimmel

Por demais hilariante!!! LOLOLOLOL

Quando crescer, quero ser criança

VERBO SER

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.

Carlos Drummond de Andrade

domingo, 3 de fevereiro de 2008


Pé ante pé, de mansinho, Johnny Deep tem vindo a tornar-se um dos actores que mais admiro actualmente no cinema.
Que me lembre, o primeiro filme que vi com ele foi Edward Scissorhands, há alguns anos atrás, que desde logo me pareceu totalmente diferente do que tinha visto até aí.
Só mais recentemente vi Charlie and the Chocolate Factory. Foi o ponto de partida para querer conhecer mais da fantástica obra de Tim Burton e das interpretações mágicas de Johnny Deep. Sendo que quando o realizador se une ao actor no mesmo filme, sai obra-prima na certa.
Seguiu-se The Corpse Bride, onde Deep só emprestou a voz à uma das personagen principais, já que se trata de um filme de animação. Um filme nada infantil, desenvolvido num ambiente gótico, que agradou sobretudo ao público adulto.
E hoje, acabadinho de ver, está o Finding Neverland. Nele Johnny Deep interpreta uma personagem mais "real", se compararmos com outras da sua filmografia, mas ainda assim original e excêntrica, ou não fosse ele no fundo a representação do Peter Pan. O menino que não queria crescer, ou, neste caso, o homem que mantem viva a criança que tem dentro de si, facto que é condenado e criticado pela sociedade.
Johnny Deep dá uma densidade única a cada interpretação. São inevitavelmente personagens que me inspiram ternura e fascínio. Transmitem-me uma personalidade que, tal como em Finding Neverland, tem uma eterna criança dentro de si, de expressão curiosa e olhar ora doce ora enigmático.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Igualdade de oportunidades?

Tive contacto em primeira mão com estes estudos em contexto de sala de aula, e embora já tivesse a noção de que estes factos realmente acontecem nas escolas portuguesas, foi com surpresa que tomei conta da sua real dimensão e de como são processos de tal forma enraizados e estruturados.
Estes estudos reportam-se apenas a uma amostra de escolas, mas com resultados muito representativos. Não tenho dúvidas que o mesmo sucederá noutros estabelecimentos do país.
Determinadas conclusões a que os investigadores chegaram:
  • Algumas escolas constituem as turmas com base na classe sócioeconómica dos alunos ou no insucesso escolar. Em certas escolas o horário da manhã é ocupado pelas turmas com melhor aproveitamento e comportamento, sobretudo alunos brancos, enquanto que o da tarde é reservado às mais problemáticas, filhos de imigrantes ou individuos com baixa escolaridade e negros. Chega-se ao ponto dos alunos da manhã nem conhecerem colegas das turmas da tarde, dadas as horas diferentes em que estão na escola;
  • As turmas mais problemáticas são entregues preferencialmente a professores mais novos na escola e que provavelmente não ficarão muito tempo, enquanto que as outras são entregues aos professores com mais anos de carreira;
  • Alunos inscritos em escolas com altas taxas de insucesso tentaram inicialmente matricular-se em escolas com altas taxas de sucesso mas não tiveram vagas, sendo preteridos a favor de jovens de classe média ou alta;
  • Uma vez que se dá primazia à continuidade de currículo, e muitas crianças integram a mesma turma desde o pré-escolar até ao 12.º, salvo situações de reprovação ou outras, o seu percurso escolar é atravessado pela segregação.
  • Não serão as circunstâncias que enumerei factores decisivos para o insucesso escolar e a indisciplina?

Estas conclusões por si só são reveladoras que algo de muito grave se passa no nosso sistema educativo. Mas assustadores são depois os comentários que vemos aos estudos no mesmo jornal, onde uma larga maioria das pessoas concorda e defende estas práticas. Não é dificil perceber pelo tipo de discurso que muitos dos que comentam a notícia são encarregados de educação dos alunos privilegiados. Os pais dos outros alunos são capazes de nem tomar conhecimento destes estudos nem têm acesso à internet para virem exprimir a sua opinião... Mas era essa que gostaria de ouvir! Encontram-se também professores a enaltecer esta situação. É enorme a lacuna na formação de professores para a educação multicultural. Estes são claramente discursos discriminatórios e racistas, que se vão reflectir também na diferenciação de tratamento dos alunos dentro da sala de aula.

Neste contexto, promove-se a tão proclamada igualdade de oportunidades?! Se as próprias escolas usam estes meios segregatórios como querem depois desenvolver programas e projectos de cariz inclusivo, combate ao racismo, aceitação étnica? Pessoalmente vejo aqui uma contradição desmedida.

O problema tem raizes muito profundas. É preciso mexer nas bases do ensino, trabalhar a mentalidade destes professores e destes pais. São processos morosos, que levam muitos anos e abrangem várias gerações, mas que urgem ser empreendidos.

Depois ainda há aqueles que condenam e atiram para a fogueira os autores do estudo, aqueles que querem empurrar o sujidade para debaixo do tapete. Não faço ideia se os estudos vieram a público numa altura oportuna para o governo como dizem. Importa é que foram tornados públicos e como estes muitos outros deviam ser, e não ficarem confinados a publicações ciêntificas e a um círculo de pessoas que se interessa. Admiro muito o trabalho dos sociólogos do ISCTE e de outros centros de investigação, e foi sem dúvida com alguns deles que mais aprendi durante o curso e desenvolvi mais o meu sentido crítico da sociedade.

No sábado quando fechaste a porta e te deixei, tive a nítida sensação que naquele preciso instante algo se perdia para sempre entre nós. Talvez perder seja uma palavra demasiado forte. Mas posso te assegurar que pelo menos algo se transformou. Senti um peso brutal na alma e a certeza que ali se tinha encerrado um capitulo da minha vida.
Sentei-me no muro branco e chorei. Lamentei uma perda que nem percebi bem qual era mas que sentia bem real em mim. Ainda a noite nascia e vi-me orfã de ti. Sozinha. Com a solidão a empurrar-me contra aquela pedra fria e a reclamar mais do que nunca que a aceitasse no meu peito.
Ontem uma alegria imensa invadiu-me quando te vi dar um passo de gigante na direcção de algo que tanto desejamos. Como se tivesse tornado um pouco meu o que se passou e roubasse o entusiasmo que vi nos teus olhos um pouco para os meus.
Definitivamente vivemos tempos de mudança. Vamos crescer mais nos meses que se seguem do que em muitos anos anteriores.
Mas sei que comigo hás-de sempre estar, por mais quebras e silêncios que possam vir a existir na nossa relação. Entendo-te como um prolongamento de mim, e nesta continuação do que sou tenho um templo sagrado.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

BSO de hoje

9 Crimes by Damien Rice



Linda! Gosto mesmo é desta versão, só ele e a guitarra. Simples mas intensa.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Canal Nostalgia

Delirava com estes desenhos animados, sobretudo com a música do genérico! Ainda hoje o sei quase todo de cor.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

"Tudo a ligar e sempre a dar más notícias."



Muito bom!!! O RAP consegue quase igualar a qualidade humoristica do original! LOOOL

domingo, 27 de janeiro de 2008

Evolução

Não seria bom se fosse possivel fazer um upgrade cerebral a algumas (muitas!) pessoas?
Por exemplo, mudar da versão Idade Média para a versão Século XXI.
É que há tanta gente a viver condicionada pelo conservadorismo de outros.
Há muitos pais que actualmente ainda controlam a vida dos filhos adultos, que fazem chantagem psicológica com os mesmos, que manipulam, sob pretexto do que entendem por "bons valores".
Mas ser pai é outra coisa. Estes são ditadores.
A sua prioridade é exercer poder, e sobretudo passar o que consideram a "boa imagem" para o exterior. O filho pode até estar infeliz, insatisfeito, mas se a solução para isso incluir dar nas vistas e ser motivo de conversa no meio onde vive, então que se mantenha como está, em nome da "boa reputação da família".
Infelizmente conheço vários casos destes. Pessoas que têm prazer a impôr limites e restrições absurdas a outros adultos e que se suporia serem já autónomos. E os jovens conformam-se. Aceitam. Resignam-se. Deixam-se amarrar. E esta gente vangloriza-se.
E o resultado são relações de aparências, pessoas submissas e infelizes, anos e por vezes vidas inteiras de prisão. Enquanto os papás divulgam junto dos amigos e da vizinhança os filhos fantásticos que têm. Pudera, são robots que construiram e comandam...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

BSO de hoje

Hoje despedi-me da escola. :')

Primeiro Dia by Sérgio Godinho

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Bombons

Durante as próximas semanas, a Visão, o Jornal de Notícias e o Correio da Manhã vão presentear os seus leitores com dvds de cinema.

Visão:
24 Jan. O Fiel Jardineiro
31 Jan. Bounce, Um Acaso com Sentido
7 Fev. O Aviador
14 Fev. O Diário da Nossa Paixão

Jornal de Notícias:
19 Jan. Sob Suspeita
26 Jan. John Q
2 Fev. Compromisso de Honra
9 Fev. América Proibida
16 Fev. Terapia do Amor
23 Fev. Golpe no Paraíso.

Correio da Manhã:
25 Jan. Copland
1 Fev. Os Irmãos Grimm
8 Fev. Acerto Final
15 Fev. Proof
22 FEV. O Paciente Inglês
29 Fev. Confissões de uma Mente Perigosa

Já a revista Sábado opta por livros que foram adaptados para cinema, cada um 1€:
17 Jan. A Casa dos Espíritos, Isabel Allende
24 Jan. O Padrinho, Mario Puzo
31 Janeiro. L.A. Confidential,James Ellroy
7 Fev. Orgulho e Preconceito, Jane Austen
14 Fev. A Sangue Frio, Truman Capote
21 Fev. O Fiel Jardineiro, John Le Carré
28 Fev. O Doente Inglês, Michael Ondaatje
6 Mar. A Fogueira das Vaidades, Tom Wolfe

Coloquei a negrito os que penso adquirir.

Nota: Para receber os dvds do JN é necessário ter adquirido o jornal do dia anterior que inclui o cupão com o qual é possivel levantar o filme no dia de lançamento.

Chocada

Um dos meus actores favoritos deixou-nos.
Foi um grande impacto abrir a página do Diário de Notícias e deparar-me com esta nóticia.
28 anos, uma carreira em ascensão, e acontece isto.
Acompanhava o seu percurso desde 10 Coisas que Odeio em Ti, onde me cativou completamente, depois seguiu-se O Patriota, Coração de Cavaleiro e Brokeback Mountain, a sua consagração definitiva. Preparava-me para ver o Candy.
Agora vou tentar assistir ao máximo de filmes em que tenha participado.
Estou triste. Fazia parte da minha "familia" cinematográfica.
Perde-se o actor, nasce a lenda.



terça-feira, 22 de janeiro de 2008

No more

Terminou!!! Acabaram-se as frequências, trabalhos e afins! Rezo a todos os santinhos para não ter que ir a nenhum exame. Em principio não será preciso.
Agora é procurar por algo para fazer o mais rápido possível, porque "parado, não rende".
Depois de 16 anos a estudar, conclui-se a licenciatura mas para se ter acesso ao diploma ainda se tem que pagar uma pipa de massa. Portanto, embora acabe agora o curso, só vejo o meu lá para Abril ou Maio! E sem ele não posso candidatar-me a um emprego na área! GRRRRR Só facilidades portanto...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ideias luminosas (literalmente)

A Maddie desapareceu na Praia da Luz.

Agora está desaparecida a Mari Luz.


Pergunto eu:
Há alguma operação de marketing da EDP por trás disto?
Justifica-se continuarmos a ter medo do escuro?

xD

Ponto de Ebulição

Cada vez mais atolada em trabalhos, isto não está a correr pelo melhor... Mas o pior mesmo são as frequências, essas definitivamente não gostam de mim. :'(
Mas no final vai correr tudo bem, se não correr bem é porque ainda não chegou o fim!
Bom, daqui me vou para aos papéis...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Love Actually

Se há vidas que davam (e algumas até dão) filmes, também há filmes que dariam vidas fascinantes. Não me importava nada de viver alguma das histórias deste filme...
Isto a propósito da vontade súbita que me deu de o rever! Tenho mesmo que tratar disso.
Aqui fica um dos meus filmes preferidos.



Nota: Infelizmente esta cena está dobrada em espanhol. LOL Mas como este era o meu casal favorito do filme e foram as únicas imagens que encontrei dele fica assim. Gracias.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Ponto de Situação

Mais três frequências, a apresentação de um trabalho (ou será mais que uma?), algumas entregas de outros. O stress do costume em fim de semestre. Com a diferença que este é o ÚLTIMO semestre. Se tudo correr como espero dia 25 o estudo por aqui encerra, não para férias, mas para trabalho. Quer dizer, vai haver sempre um periodo de férias involuntárias (vulgo desemprego), que espero que não sejam muito looooongas! Para meu bem...
Nesta altura estudar torna-se complicado porque o cérebro já está pré-definido para o depois, e tem dificuldade em focar-se em assuntos que não sejam o envio de curriculos, pesquisa de instituições, procura de estágio profissional, emprego, independência financeira!
Neste momento só quero despachar isto, e na segunda-feira quando sair da frequência pensar que aquela será a última prova escrita que vou fazer durante algum tempo. Algum tempo, isto porque num futuro a médio ou longo prazo tenho intenção de voltar a frequentar salas de aula. Masoquismo puro. LOL
Sinto-me à beira do abismo e prestes a dar um passo em frente! =D

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Devaneio

É inevitável não sonhar.
Um dia será. Mas não hoje, nem amanhã, nem depois. Em breve.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain

Um filme sobre uma rapariga introvertida, que cresceu afastada de outras crianças, motivo pelo qual sempre viveu no mundo dos sonhos e da imaginação. Por um acaso resolve dedicar-se a ajudar os outros a serem felizes, mas na realidade tem medo de arriscar e procurar a sua própria felicidade. Até que encontra alguém parecido com ela e começa o jogo das escondidas...

Gostei mesmo muito. Eu que o comecei a ver sem grandes expectativas, apesar de todas as criticas positivas. Sentia-me afastada do filme mas a curiosidade falou mais alto, e só tenho que agradecer a isso! Já diz o ditado "Primeiro estranha-se, depois entranha-se." e o facto é que muitas vezes é mesmo assim. Comecei a vê-lo de sobrolho franzido, mas passados 10 minutos já estava rendida. Desde a iluminação, as cores, os cenários, os diálogos criativos, a própria história que tem tanto de peculiar como de enternecedora... É um universo à parte. Irreal e belo. Além disso, identifiquei-me com a personagem da Amélie, e secalhar até foi isso que me faz ligar mais ao filme.





E esta música é qualquer coisa de fabuloso.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Interrogação

Quando é que sais dos meus sonhos e te tornas de carne e osso?

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

E é isto.

UMA ANTI-SOCIAL A SÉRIO COMO CONSTANÇA ABOMINA O MUNDO RURAL
"O único sítio onde um anti-social pode sobreviver é uma cidade grande. Tenho um amigo que sonha com um apartamento no 89.º andar de uma metrópole asiática, onde lhe seja totalmente impossível conhecer um vizinho e absolutamente dispensável dizer "bom dia". É um desejo radical, porque nem todos os anti-sociais precisam de ir tão longe, à hiperpopulosa Ásia, e alguns deles têm vertigens. Mas quase todos os anti-sociais partilham ímpetos de isolamento e silêncio, totalmente incompreensíveis para o resto da maralha genericamente comunitária.
Um anti-social é visto como um bicho esquisito, que falha o princípio gregário, conhecido como um dos primeiros mandamentos da humanidade. O anti-social, por exemplo, gosta de almoçar sozinho: aproveitar o pouco tempo do intervalo laboral todo para ele. Esta é uma é das manias mais incompreendidas do anti-social, mas que lhe causa grande prazer (e distensão). Conheci um anti-social (e era-o num grau bastante moderado, diga-se) que inventava uma lista de actividades de todo o género à hora do almoço, para fugir às hordas gregárias que com ele trabalhavam, e se ofenderiam se ele dissesse a verdade: queria, precisava e gostava de poder almoçar sozinho. Adorava descansar e conversar consigo mesmo durante o almoço. E, depois de mentir aos colegas, esse anti-social pegava no automóvel e dava à sola para longe do emprego e aterrava muitas vezes ali num restaurantezinho fantástico e barato em Campo de Ourique, onde já o conheciam, mas deixavam-no estar sozinho. Sozinho e contente.
Constança, na maioria dos dias, é anti-social. É por isso que mora em Lisboa, embora, mesmo para um anti-social, Lisboa tenha riscos. É demasiadamente pequena, se andarmos sempre pelos mesmos sítios.
Embora possa achar graça a deslocações esporádicas, um anti-social a sério abomina o mundo rural. Toda a propaganda sobre o isolamento campestre tem muito de artificial. Podem não haver serviços, mas ainda existem pessoas e, mesmo nos lugares onde só existem 20, as obrigações sociais e os estímulos comunitários calham ser terríveis. Quanto menor for a comunidade, mais os que a compõem "levam a mal", ofendem-se com as legítimas aspirações do anti-social e desrespeitam a sua tão incompreendida necessidade de silêncio. Em geral as pessoas querem conversa e o anti-social não a consegue fazer, ou pelo menos não a consegue fazer ao ritmo constante que a cultura gregária lhe exige.
Em Lisboa, por exemplo, Constança muda de café com frequência. A solidão magnífica perde-se à 20.ª bica quando o funcionário julga que nos conhece os gostos e interrompe o caudal interior com barbaridades gregárias. Constança parece horrível, mas não é."
Ana Sá Lopes in DN

domingo, 2 de dezembro de 2007

Sopro

Muitas coisas para fazer. Capacidade de concentração. Zero.
Há dias assim. Coisas nossas, tão minimas, mas que tem a capacidade de nos deixar apáticos, preocupados, receosos... E que importância tem elas perante os verdadeiros problemas? Muito pouca. Mas existem e perturbam.
Quando os alicerces não são robustos a casa cai ao mais ténue sopro de vento. Assim sou eu.
O tempo a correr. Tanto em que pensar em simultâneo. A pressão que vem de dentro mas sobretudo de quem está de fora. Os juízos errados sempre.
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Vontade de gritar. De fugir. De hibernar e só acordar num mundo mais justo e menos louco.
Ter esperança só não chega. Nesta altura já é preciso FÉ. Ter fé em mim acima de tudo, nos outros e na vida. Por quanto tempo mais acreditarei?...


Hey There Dalila by Plain White T's

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Asas

"É fácil estar sentado observando o que é difícil é levantar-se e agir."
É errado querer que aqueles que gostamos ganhem asas e voem por si mesmos?

domingo, 4 de novembro de 2007

Final feliz

Por vezes fico com a sensação que a ficção é demasiado "cor-de-rosa": os "bons" sobrevivem, os "maus" são castigados, as doenças desaparecem, os pares românticos ficam juntos no final... E frequentemente isso irrita-me, porque penso que valia mais retratar a vida como ela é, sem ilusões de realidades perfeitas, por mais cruel que às vezes ela possa ser. Incomoda-me mesmo aquele "país das maravilhas" criado na mente de guionistas e realizadores....
Contudo, e são estas as incoerências da alma humana, quando por ventura estou embrenhada numa história e o desfecho é diferente do esperado, rompe com os padrões habituais, dou por mim triste e frustrada por não poder interferir e recriá-la como tinha já idealizado.
Isto é, quando a situação não me envolve gosto de ser surpreendida, de inovação e reviravoltas de 180º no enredo. Agora se é uma daquelas histórias que me emociona, que mexe com os sentimentos mais profundos, que é de tal forma palpável que apetece saltar para o outro lado do ecrã, aí desejo intensamente um final feliz, mesmo que já saiba por antecipação que não vai existir.
Secalhar a maior qualidade da ficção é mesmo essa, ser irreal, mágica, fazer-nos sonhar com finais felizes que muitas vezes a vida real não nos dá. E estamos tão presos naquele cenário que quase exigimos que assim seja. Tem que ser. Todos temos o direito de sonhar. De sorrir nem que seja através do rosto daquele actor. De amar ainda que vestindo a pele de determinada actriz. De no fundo ser feliz, mesmo que pela observação de uma felicidade alheia, ficcional, e que quando desligamos a TV desaparece.
Por tudo isto queria muito que este final tivesse sido outro. :(

sábado, 27 de outubro de 2007

Despertar

Chove.
Lá fora e dentro de mim. Chuva que lava, água que vai arrancando sentimentos que antes estavam tão enraizados.
Como uma fonte que em tempos transbordou mas que depois pouco a pouco foi secando.
"O tempo cura tudo." Cura muitas coisas e as que não cura transforma.

Quando o nevoeiro se dissipa e se volta
a ver tudo com mais clareza é uma grande sensação de liberdade. Fica mais fácil respirar quando se depende só de nós, quando a alma não está presa.
Recomeçar. O vazio de novo. Buscar outra vez. Sem nunca perder a esperança de um dia encontrar o oásis, transpostos que estarão muitos desertos.
Quem nada teve, também não perde nada.
Esquecer sem renegar o passado. Reconhecer o entusiamo e ansiedade com que se percorriam os dias.
Futuro.
Mudança de vida. Novas oportunidades. O mundo real. Uma batalha a travar até ao fim. De braços e coração abertos para quem puder vir. Mas com a consciência de que se tem um valor imenso, independentemente das circunstâncias em que se esteja, e de que ninguém é mais importante e merece mais a nossa atenção e cuidado do que nós próprios.

Apologize by One Republic

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A vida nunca corre como a gente quer. Os dias desfilam iguais numa sequência viciada.
Frases repetem-se. Gestos perpetuam-se.
A rotina silenciosa de uma existência inconformada.
A ânsia de mudar existe, porém falta-lhe a coragem que a transforme em acções.
Há vontade, há desejo, há necessidade, mas todos são prisioneiros de um exército de medos.
E o desalento que persiste...
A solidão que gostaria de vestir-se de afecto. As palavras que se tornariam mais seguras se tivessem um eco. O olhar que se perde na paisagem por não encontrar outros olhos onde descansar...
E a saudade.
Uma saudade diferente.
Saudade de algo que nunca se teve.
Saudade do futuro que podia ser.
Saudade do que não se viveu.

domingo, 16 de setembro de 2007

Portugal é considerado um dos mais tristes e melancólicos países da Europa. Fomos mesmo o povo que moldou uma palavra só sua para representar a dor provocada pela ausência e a distância: a Saudade.
A nossa música canta o destino, o Fado, num tom que mesmo quem ouve e não compreende a língua apelida de triste e magoado.
Desde que me conheço que sinto a tristeza e a melancolia coladas à pele, mesmo nos momentos de maior alegria. Quando estou triste escrevo melhor, as palavras fluem com maior intensidade. É um estado de alma inspirador.
Vejo-a em todos os rostos numa dada altura, muitos a trazem no bolso. Apesar disso, é um sentimento que envergonha as pessoas, por isso o escondem debaixo do tapete e disfarçam com sorrisos e alegria.
Ninguém grita aos ouvidos do mundo que está triste, o que todos dizem ou anseiam um dia poder dizer é “Estou feliz!”, “Sou feliz!”...
De onde vem esta tristeza? Nasce connosco? É transmitida pelos que nos rodeiam? Ou resulta dos altos e baixos próprios da vida? Provavelmente surge da mistura de tudo isto.
A tristeza assoma das mais ínfimas circunstâncias, muitas vezes a nossa alma grita-a sob a forma de lágrimas que nos caem pelo rosto, outras, o sorriso conta-a baixinho e com discrição.
Sim, porque se lágrimas podem ser de tristeza ou alegria, o sorriso pode ter também dois sentidos. No sorriso mais expressivo pode estar contida a mais profunda tristeza.
Porquê proclamar o Amor, a Felicidade ou a Amizade e não a Tristeza, se quando todos vão embora é ela que fica?!


Ó Gente da Minha Terra by Mariza

sábado, 15 de setembro de 2007

Não existem vidas felizes, existem momentos felizes na vida.
A felicidade plena é uma ilusao que muitos perseguem, a felicidade manifesta-se em instantes que se sucedem ao longo da nossa existência. Aqueles que, por vezes, até nos apanham de surpresa. Um gesto, uma música, uma mão, um concerto, uma paisagem, uma palavra, um abraço, a liberdade, um filme, a realização de um desejo, uma conversa, os amigos, uma viagem... Acontecimentos que nos fazem não querer acordar daquele sonho, porque sabemos que quando virarmos costas, no minuto a seguir, ja farão parte do passado e o que deles resta é somente a doce recordacão do que foram.
Não sou feliz. Tenho alguns momentos felizes. Ocasiões que me deixam com um sorriso nos lábios e me fazem querer andar para trás no tempo para revivê-las, ou simplesmente primir "pause" e ficar a contemplá-las...
No entanto, queremos sempre mais e mais, e na ânsia de alcançarmos uma utopia acabamos por esquecer coisas simples que nos fazem sentir tão bem. So vemos o que está mal ou menos bem na nossa vida e vamo-nos afundando nesse desalento.
Mas se olharmos bem para dentro de nós acabamos por encontrar esses tais instantes perfeitos. Podem ser escassos mas tenho a certeza que toda a gente os tem.